segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Participação no SID Summit 2024, em Viseu

 

No âmbito do Dia da Internet Mais Segura 2024 decorreu o Fórum “Zoom na IA: Explorar Dimensões Invisíveis, no dia 6 de fevereiro, na Aula Magna do Instituto Politécnico de Viseu, entre as 9h30 e as 15h45.  Reuniu vários especialistas de diferentes áreas e jovens para refletir sobre os riscos e benefícios da Inteligência Artificial.

Estive presente enquanto Presidente da Direção participou no painel: IA aplicada à educação e práticas pedagógicas.

 


 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2024

A inteligência artificial (IA) generativa na Educação

 

A inteligência artificial (IA) generativa, ou IA generativa, é um tipo de sistema de IA capaz de gerar texto, imagens, apresentações, vídeos, entre outros produtos, em resposta a solicitações em linguagem comum. As ditas “prompts” ou dados de input.

A IA generativa pode criar novos conteúdos, incluindo conversas, histórias, imagens, vídeos e músicas, entre outras. Funciona recorrendo a modelos de machine learning pré-treinados que envolvem grandes quantidades de dados e pode ser treinada para aprender linguagem humana, linguagens de programação, arte, química, biologia ou qualquer assunto complexo.

De acordo com a UNESCO, “a IA generativa pode ajudar a melhorar a eficiência e a eficácia do ensino, permitindo que os professores se concentrem em tarefas mais criativas e interativas, como aconselhamento e orientação de alunos”.

Contudo, a integração da IA generativa traz consigo desafios e implicações éticas, exigindo uma abordagem ética para assegurar que esta tecnologia beneficia todos os alunos de forma equitativa. Logo, o impacto da inteligência artificial generativa na educação depende da forma como é integrada.

O problema não é propriamente novo, embora com a evolução da inteligência artificial possa tornar-se generalizado e mais frequente. É aqui que recorro às antinomias inquietantes de Morin (2000) sobre o conhecimento contextualizado versus o global e por outro lado temos o conhecimento compartimentado versus os problemas cada vez mais multidisciplinares, transversais, multidimensionais, transacionais, globais planetários.

Começo por questionar, se pode, o professor de hoje (con)formar-se com o que sempre fez, implementar as mesmas práticas, utilizar os mesmos recursos, enfim, agir como se à sua volta nada tivesse mudado, quando é confrontado pelo ensaio de sucessivas reformas na educação, mas também, pela evolução da sociedade de informação, pela multiculturalidade, pelas transformações de atitudes e valores que hoje vivenciamos. Acresce, ainda, que temos de ter em conta que o contexto social dos alunos é diferente, bem como a forma de ser, de estar, de atuar e de pensar, tal como os hábitos de cada um, são diferentes e diversos. Todas estas dimensões acrescentam novas solicitações à escola no seu todo e ao professor em particular.

A chave, em meu entender, pode estar na “contextualização”.  No sentido, em que a contextualização consiste então, em apresentar os conteúdos por meio de uma situação problemática concreta e contextualizada. Ou seja, o professor tem de apresentar desafios aos alunos, para os quais não há respostas prontas. Estimulando o aluno a investigar, criar e apresentar múltiplas soluções.

Os alunos para obterem os outputs desejados, terão que elaborar boas prompts (inputs), para isso precisam de fazer boas pesquisas, saber selecionar, organizar e resumir informação. Logo escrever bem, saber interpretar, decompor problemas, pesquisar, organização de dados serão cada vez mais importantes.

A inteligência artificial generativa pode ter o potencial de transformar a educação, mas também apresenta desafios significativos.


Imagem gerada no copilot